AO ENCONTRO DA EXTREMADURA,
TERRA DE CONQUISTADORES
CÁCERES
PARTE IV 🌸 PODER
SECÇÃO 5 - PLAZA DE SAN MATEO
DE TARDE
(04.abril.2924)

(Fonte:- Adaptado da captura de ecrã de - "unesco world heritage caceres vistas aereas")
EPÍGRAFE
Aqui, a cidade não se mostra: recolhe‑se
PRÓLOGO
Há lugares que não se impõem pela grandeza, mas pela densidade.
A Praça de São Mateus é um desses lugares: um espaço onde a cidade medieval permanece inteira, sem teatralidade, sem artifício, guardando na pedra a memória das linhagens que a moldaram e o silêncio das gerações que a atravessaram.
No alto intramuros, onde outrora se ergueu a mesquita almóada e depois o templo cristão, a praça tornou‑se o coração interior de Cáceres — um território de continuidade religiosa, de poder nobre e de autenticidade urbana. Aqui, cada fachada é uma genealogia, cada sombra uma camada de história, cada pedra um vestígio de permanência.
Este texto apresenta São Mateus como aquilo que verdadeiramente é: um núcleo de interioridade, onde a cidade não se representa — permanece.
PRAÇA DE SÃO MATEUS
O coração interior da cidade medieval

(Fonte:- Adaptado de captura de ecrã de - "unesco world heritage caceres vistas aereas")
A Praça de São Mateus é o espaço mais íntimo, denso e silencioso da Cáceres intramuros — um núcleo medieval puro, onde religião, linhagem e memória se entrelaçam desde a Reconquista. Aqui, a cidade não se exibe: recolhe‑se.
Origem profunda: da mesquita ao templo cristão
Após a conquista de 1229, ergue‑se neste lugar um pequeno núcleo religioso cristão sobre a antiga mesquita almóada. Essa continuidade — mesquita → templo cristão — explica a sua posição dominante no ponto mais alto da cidade e a formação inicial do espaço como adro irregular, rodeado por casas fortificadas e ruas estreitas.
É um dos raros lugares onde a cidade medieval ainda respira com a sua estrutura original.
Séculos XIV–XVII: a igreja que molda a praça
Entre os séculos XIV e XVII, a construção da Igreja de São Mateus fixa definitivamente o caráter do lugar.
A praça, com a dia igreja, transforma‑se num núcleo cívico‑religioso e em centro da aristocracia intramuros.
As casas que a constroem
São Mateus não é uma praça definida pelo vazio: é construída pelas casas que a rodeiam.
Entre as peças estruturantes:
- Solar dos Ulloa — frente dominante, raiz fundadora da linhagem;
- Palácio de las Cigüeñas — torre excecional, marco vertical do bairro nobre;
- Casa dos Sande / Torre de Sande — memória da cidade fortificada;
- Casa dos Saavedra — continuidade pétrea e heráldica;
- Golfines de Arriba — poder militar e vigilância sobre o adarve;
- Palácio de las Veletas — presença islâmica subterrânea, através do aljibe.
Este conjunto forma uma das maiores densidades nobiliárquicas da cidade.
A praça no sistema urbano
São Mateus integra um dos conjuntos mais harmoniosos de Cáceres, articulando‑se com:
- Plaza de San Pablo
- Plaza de las Veletas
A calçada tradicional, a escala íntima e a ausência de elementos modernos preservam uma atmosfera de recolhimento quase monástica.
É o coração interior da cidade velha — menos cerimonial que Santa María, menos cénico que San Jorge, mas mais profundamente medieval.
Função contemporânea
Hoje, São Mateus mantém um caráter:
- Religioso — celebrações pontuais e continuidade paroquial;
- Patrimonial — peça essencial do conjunto UNESCO;
- Cultural — espaço de contemplação, silêncio e passagem lenta.
Não é praça de espetáculo: é praça de experiência interior.
Significado histórico e simbólico
A Praça de São Mateus sintetiza três forças que definem a identidade profunda de Cáceres:
- Continuidade religiosa — da mesquita ao templo gótico‑renascentista;
- Memória das linhagens nobres — capelas, escudos, palácios;
- Autenticidade medieval — um dos espaços mais intactos da cidade.
É, em essência, a praça da interioridade: o lugar onde a cidade não se representa — permanece.
IGREJA DE SÃO MATEUS
O templo da interioridade medieval

A Igreja de São Mateus é um dos templos mais antigos, austeros e simbólicos da Cidade Monumental de Cáceres. Erguida no ponto mais alto da cidade intramuros, sobre a antiga mesquita almóada, condensa oito séculos de continuidade religiosa e de poder nobre.

É um dos núcleos mais autênticos da Cáceres medieval.
Origem profunda e longa construção
A construção atual inicia‑se no século XVI, substituindo progressivamente um templo medieval anterior. A sua evolução estende‑se por quase trezentos anos, refletindo fases sucessivas de ampliação e adaptação.
Durante a Idade Média, San Mateo foi uma das colações em torno das quais se organizaram os palácios das grandes famílias — Ovando, Golfines, Paredes, Saavedra.
Arquitetura
A igreja combina:
- Gótico tardio — volumetria austera, abóbadas severas;
- Plateresco — portal com medalhões de São Pedro, São Paulo e São Mateus;
- Torre sineira com o relógio mais antigo da cidade;
- Espadana tradicional, reforçando o perfil vertical.

O relógio, transferido da Torre de Bujaco, tornou‑se parte da respiração quotidiana da cidade.
Interior nobre

(Elaboração própria, com ajuda da IA)
O interior é um verdadeiro panteão da nobreza cacerenha, com capelas das famílias Ovando, Golfines, Paredes, Saavedra e Sande.
A capela dos Sande conserva uma notável abóbada de cruzaria estrelada.
Inserção urbana
A igreja domina o conjunto de três praças consecutivas — São Mateus, São Pablo e Las Veletas — formando o coração interior da cidade.

(Elaboração própria, com ajuda da IA)
É o coração espiritual do bairro alto de Cáceres.

CONVENTO DE SÃO PAULO
O claustro do recolhimento

O Convento de São Paulo, fundado no final do século XV, introduz no sistema de São Mateus a dimensão do recolhimento religioso e da vida interior. A sua presença articula‑se com o poder civil e nobre que domina o bairro alto.
Origem e função
Associado às ordens mendicantes, o convento desempenhou funções de assistência, ensino e vida comunitária.
Implantado nas imediações da praça, organiza‑se em torno de um claustro que separa o espaço religioso do urbano.
Arquitetura
A sua arquitetura caracteriza‑se por: volumes compactos; sobriedade formal; ausência de aparato decorativo; coerência com a paisagem pétrea de São Mateus.
É um edifício que não procura monumentalidade: procura silêncio.
Papel no sistema urbano
O convento reforça a identidade interior de São Mateus, funcionando como contraponto espiritual às casas nobres e à igreja.
É uma peça essencial para compreender a dimensão contemplativa do bairro.

(Elaboração própria, com ajuda da IA)
Hoje, o Convento de San Pablo, na Cidade Monumental de Cáceres, é habitado por uma pequena comunidade de monjas clarissas de clausura — pertencentes à Ordem de Santa Clara.
São religiosas contemplativas que vivem em clausura, isto é, separadas do mundo exterior, dedicando-se à oração diária e vida espiritual; silêncio e recolhimento e trabalho manual (sobretudo confecção de doces conventuais).

CASAS NOBRES DE SÃO MATEUS
O bairro nobre no seu estado mais puro

(Fonte:- Adaptado da captura de ecrã de - "unesco world heritage caceres vistas aereas")
[Igreja de San Mateo, Torre de Sande e Palácio de las Cigüeñas]
A Praça de São Mateus não é apenas um espaço urbano: é um anfiteatro de casas senhoriais, cada uma representando uma linhagem, um poder, uma memória.
Aqui, a cidade não se organiza pelo vazio — organiza‑se pelas casas.
Palácio de las Cigüeñas
A torre que nunca se ajoelhou

O Palácio de las Cigüeñas é a peça axial do bairro nobre.
Erguido sobre as ruínas do antigo alcácer muçulmano, é a única casa de Cáceres cuja torre não foi desmochada por ordem de Isabel a Católica — privilégio concedido a Diego de Ovando, símbolo de lealdade e poder.
Elementos essenciais:
- Torre altíssima, com merlões apoiados em mísulas — marco vertical da cidade;
- Portada austera com escudos Ovando‑Mogollón;
- Duas bíforas com arcos de ferradura apontados — raridade de grande elegância;
- Pátio gótico com quatro galerias, chave pendente e proporção militarizada.
Papel urbano
Casa axial do eixo San Mateo – San Jorge, ponto de vigilância sobre o antigo alcácer e vértice simbólico do bairro aristocrático.
É o palácio da verticalidade e da fidelidade.

(Elaboração própria, com ajuda da IA)
Antigo Solar dos Ulloa
A raiz fundadora da nobreza interior

O Solar dos Ulloa é uma das casas mais antigas e densas de Cáceres.
Ocupava originalmente toda a frente da Praça de São Mateus, dominando o espaço e organizando o bairro nobre.
Elementos essenciais:
- Grande portada de dovelas do século XIV
- Alfiz renascentista enquadrando o balcão superior;
- Escudos ovalados dos Ulloa, com elmo e cabeça de anjo (c. 1580);
- Pátio interior com artesonado medieval.
Genealogia
Berço de figuras como Diego García de Ulloa “El Rico”; Álvaro de Ulloa, Senhor de Castillejo; Pedro de Ulloa Golfín y Chaves, Conselheiro de Castela.
Papel urbano
Casa axial de São Mateus, articulando o eixo San Mateo – San Jorge – Adarve.
É a casa da genealogia maior, onde a história da cidade se lê em pedra.
Hoje, funciona aqui a Escuella de Belas Artes "Eulogio Blasco".

(Elaboração própria, com ajuda da IA)
Casa de Diego García de Ulloa (“El Rico”)
A fachada gótica perfeita da Calle Ancha

Situada muito perto de São Mateus, esta casa é uma das fachadas góticas mais puras de Cáceres.
Diego García de Ulloa, seu habitante mais célebre, foi quem entregou as chaves da cidade a Isabel a Católica em 1477.
Elementos essenciais:
- Portada de arco de meio ponto com dovelas até ao chão;
- Janela gótica superior com colunelos duplos — uma das mais belas da cidade;
- Escudos dos Ulloa e Carvajal;
- Gárgulas ornamentais como remate.
Papel urbano
Casa axial da Calle Ancha, ponte entre Santa María, San Juan e São Mateus.
É a casa da elegância gótica e da memória cívica.

(Elaboração própria, com ajuda da IA)
Casa de los Saavedra e Torre de los Sande
A verticalidade da torre e a primazia da linhagem Sande
vestígio da cidade fortificada

Identidade e Conjunto
A Casa de los Saavedra e a Torre de los Sande formam um dos núcleos nobres mais densos da Cidade Monumental de Cáceres, onde se cruzam linhagens antigas, poder militar, memória heráldica e uma presença arquitetónica que domina a Calle de los Condes. O conjunto articula torre gótica (séc. XIV–XV) e casa-palácio (séc. XV–XVI), hoje parcialmente integrada no uso contemporâneo.
Genealogia e Linhagens
O edifício é um verdadeiro nó genealógico entre três famílias de peso:
- Sande — a águia heráldica, poder militar e reconstrução da torre no séc. XV.
- Ulloa — brasão xadrezado, presente em alianças matrimoniais e escudos emparelhados.
- Saavedra — linhagem antiga ligada à conquista de Cáceres; a casa adossa-se à torre.
Este entrelaçamento cria um eixo simbólico que reforça a ligação do conjunto à Igreja de San Mateo, onde estas famílias mantinham sepulturas e capelas.
Arquitetura
Torre de los Sande

- Torre gótica de caráter militar, vertical e austera;
- Janela bífora com mainel central;
- Matacán monumental apoiado em nove grandes ménsulas — gesto de autoridade;
- Almenas removidas por ordem de Isabel a Católica (desmoche), marca política visível;
- Escudos dos Sande e Aldana (cinco flores‑de‑lis).
Casa de los Saavedra
- Fachada gótica com janela gémea à da torre;
- Cornija com ménsulas vegetais, típica do gótico civil cacerenho;
- Escudos Sande–Ulloa em diálogo heráldico (a águia gira o pescoço em cortesia);
- Parte da fachada original encontra‑se hoje parcialmente oculta por um muro moderno.
Inserção Urbana e Cerimonial
O conjunto situa‑se no coração intramuros, num ponto onde a arquitetura nobre se articula com o percurso cerimonial que conduz a San Mateo. A torre funciona como marco visual e a casa como plataforma genealógica, reforçando a continuidade entre poder familiar, espaço urbano e memória religiosa.
Uso Atual
Parte do palácio é residência privada (Vizconde de Roda).
A torre e os baixos acolhem o Restaurante Torre de Sande, que preserva o volume e a atmosfera do conjunto.

(Elaboração própria, com ajuda da IA)
Palácio Paredes‑Saavedra
A casa híbrida da transição gótico‑renascentista

Construído entre os séculos XV e XVI, o palácio combina camadas arquitetónicas e heráldicas que revelam a ascensão da linhagem Paredes‑Saavedra.
Elementos essenciais:
- Torre desmochada medieval;
- Ajimeces de granito;
- Janela mudéjar com parteluz de ardósia
- Janela gótica com alfiz;
- Porta de meio ponto com dovelas almofadadas;
- Esgrafiados com brasões Paredes‑Saavedra e Paredes‑Golfín.
Papel urbano
Casa lateral do eixo nobre, reforçando a continuidade pétrea da praça.
Hoje renasce como hotel de luxo, preservando a sua identidade histórica.

(Elaboração própria, com ajuda da IA)
Palácio de los Golfines de Arriba
O Palácio de los Golfines de Arriba é uma das mais antigas e poderosas casas‑fortaleza de Cáceres, peça essencial para compreender o eixo Olmos – Santa Ana – Adarve e a topografia aristocrática da cidade.
Fundado no século XIV por Isabel de la Cerda e García de Golfín, foi ampliado nos séculos XIV–XV, acompanhando a ascensão da família. Em 1506, os Golfín obtiveram de Fernando o Católico o privilégio de conservar intacta a torre, algo excecional numa cidade onde quase todas foram desmochadas.
Arquitetonicamente, destaca‑se como um dos melhores exemplos de arquitetura civil militarizada, com:
- Quatro torres de canto (três conservadas);
- Torre do Homenagem (1513);
- Matacán monumental voltado para o Arco de Santa Ana;
- Janelas góticas e escudos heráldicos dos Golfín;
- Vários pátios interiores de evolução medieval‑renascentista.
A sua posição estratégica na Calle Olmos faz dele:
- Casa de fronteira entre o bairro nobre e o adarve;
- Casa axial do eixo Olmos–Santa Ana;
- Casa de vigilância sobre o circuito defensivo.
Em 1936, o palácio tornou‑se cenário político decisivo ao servir de quartel‑general de Franco, onde foi aclamado chefe de Estado.

(Elaboração própria, com ajuda da IA)
No sistema monumental representa:
- A casa‑fortaleza primitiva;
- A torre excecional preservada por privilégio régio;
- A âncora militar do adarve;
- A casa da memória política;
- A casa genealógica maior dos Golfín.
Eis as Casas do sistema aristocrático fundacional:

(Elaboração própria, com ajuda da IA)
Palácio de las Veletas / Museu de Cáceres
A memória subterrânea do bairro alto

Embora não abra diretamente para a praça, o Palácio de las Veletas é parte essencial do sistema de São Mateus.

(Elaboração própria, com ajuda da IA)
Elementos essenciais:
- Aljibe hispanomusulmano — cinco naves, arcos de ferradura, luz dourada;
- Pátio renascentista com colunas toscanas;
- Gárgulas expressivas e remates cerâmicos;
- Casa de los Caballos como extensão museológica.
Papel urbano
Completa o triângulo São Mateus – São Pablo – Veletas, introduzindo a dimensão islâmica e arqueológica.
É o palácio da memória subterrânea.

(Elaboração própria, com ajuda da IA)
EPÍLOGO
Ao atravessar São Mateus ao entardecer, quando a luz se deposita nas torres, nos escudos e nas janelas góticas, percebe‑se que estas casas não são ruínas nem vestígios — são presenças.
A torre intacta das Cigüeñas, a monumentalidade silenciosa dos Ulloa, a elegância gótica de Diego García de Ulloa, a hibridização do Paredes‑Saavedra e a profundidade subterrânea das Veletas compõem um território onde a história não se conta: impõe‑se.
Neste bairro, a cidade não se representa — permanece.
E é essa permanência, feita de pedra, memória e verticalidade, que transforma São Mateus no mais íntimo e aristocrático dos espaços de Cáceres.
SÍNTESE FINAL
Vejamos, em esquema, o sistema e vértices das três praças intramuros,

(Elaboração própria, com ajuda da IA)
constituindo um verdadeiro triângulo de poderes:

(Elaboração própria, com ajuda da IA)
Finalizemos o tema camada PODER, apresentando
AS GRANDES PRAÇAS DE CÁCERES
OS QUATRO PODERES
A Cidade Monumental de Cáceres organiza‑se como um sistema de praças que encarnam, cada uma, uma forma distinta de poder. Este eixo — que vai da Plaza Mayor à Plaza de San Mateo, passando por Santa María e San Jorge — desenha uma coreografia de autoridade, representação e memória, onde o espaço é linguagem e cada praça é uma afirmação.
Plaza Mayor — O Poder Comercial e Municipal
Expressão Urbana: Fórum mercantil, arcadas, Torre de Bujaco, Câmara Municipal
Significado: Dinamismo, receção e governo urbano
Função: Porta de entrada da cidade, espaço de encontro, mercado e sede do poder local.
Aqui, o poder manifesta‑se no movimento, na troca e na administração quotidiana da cidade.
Santa María — O Poder Institucional
Expressão Urbana: Concatedral de Santa María, palácios episcopais e administrativos
Significado: Autoridade e legitimidade
Função: Centro da ordem cristã e do governo aristocrático.
É o coração da cidade oficial, onde o poder se afirma com solenidade e continuidade.
San Jorge — O Poder Representacional
Expressão Urbana: Igreja barroca de San Francisco Javier, escadaria teatral
Significado: Encenação e persuasão
Função: Palco da cidade barroca, espaço de pedagogia e espetáculo.
Aqui, o poder não apenas existe — representa‑se, dramatiza‑se, convence.
San Mateo — O Poder Aristocrático / Genealógico
Expressão Urbana: Torres medievais, solares nobres, traça austera
Significado: Linhagem e memória
Função: Território das famílias, da herança e da antiguidade.
É a cidade ancestral, onde o poder se transmite por sangue e pedra.

(Elaboração própria, com ajuda da IA)
Em suma, são quatro modos de poder numa mesma cidade:
• Plaza Mayor → poder público, municipal, económico.
• Santa María → poder institucional, cerimonial, eclesiástico‑aristocrático.
• San Jorge → poder aristocrático ativo, ligado a ordens e alianças e formação de elites.
• San Mateo → poder genealógico, ancestral, fundacional.
Cada praça é um capítulo distinto da mesma história - a forma como uma cidade organiza, distribui e encena o poder ao longo dos séculos.